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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Minisséria de Elis Regina


Com o grande sucesso da minissérie Maysa, de Manoel Carlos, a Globo voltou a pensar na realização da minissérie de Elis Regina. Maysa tem alcansado média de 30 pontos de audiência, o que deixa a Rede Globo arrependida de ter mandado encurtar a minissérie, de 16 para 9 episódios. 

No momento, a emissora tenta conseguir autorização dos filhos de Elis para gravação do programa. Esperamos que eles autorizem o mais rápido possível! :D

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O Meu Amor Por Maysa É Enorme Demais


por Zé Pedro
Globo.com
Concordo em número e grau!

Maysa é a nossa Edith Piaf.

Uma cantora feita de sucessos e aplausos.
Uma mulher atormentada por questões pessoais e sentimentais.

Piaf sempre recebeu da França a atenção que sua arte merecia. Maysa nasceu no Brasil, que sempre teve imensa dificuldade para manter seus ídolos de pé. Além disso aqui sempre foi um país de cantoras, são muitas para serem lembradas. Mas nunca é tarde demais. Ontem à noite a Globo começou a exibir a minisérie “Maysa - Quando Fala o Coração” dirigida com emoção e competência por seu filho Jayme Monjardim. Ainda sob o impacto do primeiro capítulo, escrevo aqui.

É muito difícil reconstituir um passado recente, mesmo que a nossa memória seja pouca ou nenhuma sobre Maysa, mas para quem a viu jamais esqueceu seus fortes olhos. E eles estão agora na tela da televisão. Sua voz invade os lares de gente que nunca soube de sua existência. Só por isso já vale aplaudir. Sua vida atribulada e polêmica também está lá. Jayme parece não querer esconder a verdade. Tomara não o faça durante os capítulos seguintes A dor e a delícia de ser Maysa foram suas maiores qualidades. Sua música veio dali, da sua experiência aqui na terra. Se você não viu o primeiro capítulo, comece hoje a assistir. Maysa é do tempo da verdade. Doa a quem doer.

Segue abaixo dois textos que escrevi sobre Maysa, um dedicado aos livros lançados sobre sua carreira e outro que está no meu livro:
 
Não Sei Se Me Explico Bem

Que vontade de conhecer Maysa. De ser seu amigo. De tentar dar a ela o que somente pediu: amor e companhia.

Soube de Maysa de pela primeira vez lá pelos anos oitenta onde entrei de leve em contato com sua obra tão densa. "Eu Não Existo Sem Você" de Tom e Vinicius foi a primeira canção que ouvi na sua voz. Depois dois de seus maiores clássicos entraram pela minha  casa: "Meu Mundo Caiu e "Ouça".

De sua vida sempre soube as lendas: uma personalidade conturbada que talvez tenha atropelado uma carreira brilhante. Mas com certeza sua música não teria existido numa vida cercada da moral e bons costumes

Agora chegam às livrarias três livros sobre sua vida e obra: “Meu Mundo Caiu – A Bossa e a Fossa de Maysa” de Eduardo Logullo, escritor/cronista e até quem sabe, poeta, que faz uma narrativa livre de estruturas lineares.  Maysa – Só Numa Multidão de Amores”do escritor Lira Neto que faz um levantamento mais profundo sobre ela e que eu recomendo para inciantes e maiores curiosos . Lira teve acesso aos diários que Maysa escreveu desde adolescente ate os últimos dias de sua vida. E por fim o grande presente de final de ano: um livro de fotos feito por seu filho Jayme Monjardim, onde vemos sua forte presença saltar aos olhos em imagens inesquecíveis de palco e vida.

Nestes livros eu descobri tudo: Maysa foi uma estrela muito cedo, cantou pelo mundo muito cedo, entrou em crise muito cedo. Eu sempre soube que as coisas não tinham sido fáceis para ela. Muitas vezes obstáculos que ela mesma criou para si mesma, frutos de sua alma perturbada e apaixonada. Uma Compositora de versos fortes e modernos demais para o seu tempo.

Usou calça comprida onde somente vestidos e saias eram permitidos.

Traiu e foi traída num tempo em que não questionar casamentos falidos era uma unanimidade. E acima de tudo tinha coragem. Muita coragem. Para a dor. Para o prazer. Para a vida.

Sinto falta de Maysa como quem sabe da necessidade de pessoas como ela no mundo.

Sua verdade não tinha culpa de parecer forte demais.

Maysa – Ando Só Numa Multidão de Amores (1970)
(Trecho do livro "DJ Zé Pedro - Meus Discos e Nada Mais - Memórias de Um Dj Na Música Brasileira - Editora Jaboticaba)

A vida de Maysa talvez possa ser sintetizada pela frase de Dylan Thomas (1914-1953) poeta escolhido por ela para dar título a este que foi seu único trabalho na gravadora Philips: “Ando Só Numa Multidão de Amores”.

Maysa sempre foi única no que fez. Ninguém foi como ela nem nunca será. Uma mulher linda. Uma compositora sem par.

Maysa para mim é uma cantora pop. Se tivesse vinte poucos anos hoje, ela seria porta-voz de muitos adolescentes querendo se encontrar, assim como ela sempre quis.

Uma Ângela Rô Rô fora do seu tempo.
Uma Cássia Eller que nasceu cedo demais.
Um Cazuza de saias.

Artistas que como ela, tiveram trajetórias acidentadas e que transformaram suas vidas em canções. Amor e música.

Talvez os estudiosos prefiram outros Lp’s de Maysa. O primeiro período de sua discografia, quando sua obra floresceu. Eu sou apaixonado pela Maysa dos anos 70. Apesar de sua trajetória nessa década ter sido curta, tenho a impressão de que ali, sua arte apontava para um novo horizonte. Uma mulher definitivamente livre do que lhe impuseram durante toda a vida. Vivendo longe das grandes cidades, numa casa à beira-mar, Maysa me parecia inteira nesse período. Sua voz já não soava tão correta e afinada, mas sua emoção ao interpretar, nunca estivera tão forte .

Maysa foi embora cedo demais.
Há pouco tempo encontrei uma garota numa festa e disse a ela:

- Você se parece tanto com a Maysa
   Ela respondeu:
-  Quem é, eu conheço ?
   E eu respondi:
- Um dia você vai conhecer
   Esse é o meu desejo. Que todos conheçam Maysa um dia.
 
Maysa Eletrônica Brasileira:



sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Mais um ponto pra Globo: Maysa

Tudo bem ando parecendo muito noveleiro e fã de carteirinha da rede Globo. Não, isso aqui não é blog sobre novela. Sim, coisas boas são feitas para serem divulgadas... e de graça.

Segunda-feira (de acordo com o novo português, é com hífen ou sem? uahauha) começa mais uma mini-série show realizada pela Rede Globo de Televisão. A um tempo, publiquei sobre a mini-série Capitu e volto mais uma vez publicar sobre outra: Maysa.

Eu sou fã, não tem como negar! Eu vou assistir, não tem como esconder! Provavelmente esteja virando mini-serieiro, se é que existe a tosca palavra, mas o sentido é certo que todos entendem.
Maysa, vivida pela novata Larissa Maciel, escrita por Manoel Carlos e dirigida por Jaime Monjardim, começa na segunda-feira, 05, na Rede Globo. A semelhança de Larissa, aprovada entre 200 candidatas, com a Maysa é assustadora. Olha isso:


Ok! Vou terminar esse post com um vídeo da Maysa cantando Ne Me Quittes Pas, pra recorda de uma outra mini-série da mesma emissora também bastante interessante! (Nossa, bastante interessante é foda.)



E o grande hit, que não podia faltar: Meu mundo Caiu:

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

‘Capitu’ em versão pop

Ontem, terça-feira (9), teve início na TV Globo a minissérie Capitu em um lado pop de Machado de Assis. Infelizmente não pude assistir e, com certeza, vai ser impossível assistí-la, infelizmente. Basta esperar para vê-la na "TV Youtube"!

O desafio para o diretor Luiz Fernando de Carvalho é fazer com que Capitu, numa adaptação de Dom Casmurro, seja atraente ao público jovem,  “O texto é Machado de Assis vírgula por vírgula, mas queria acabar com o preconceito que os jovens têm em relação a esse autor, só porque ele costuma ser empurrado pela goela abaixo nas escolas. Quero mostrar que Machado está vivo e é pop”, diz.

Para isso, a minissérie conta com uma trilha sonora focada em rock e pop, nomes como Black Sabbath, BeirutManacá, banda independente da atriz Letícia Persiles, também interprete da jovem Capitu na trama. “Usei o rock com o desejo de atrair a garotada. O Machado ficaria muito feliz se pudesse ser entendido pelos jovens”, completa Luiz Fernando.

Abertura:



Para o visual, Luiz escolheu um universo ópera rock, lembrando o filme Moulin Rouge. “Acredito na televisão feita com qualidade. Neste país, infelizmente, o nível educacional e cultural tem sido rebaixado barbaramente pela indústria cultural, que só se interessa pela consagração imediata e pelo consumo”, “Eu corro na contramão”, afirma.

Também interessante é o Projeto Mil Casmurros. A idéia consiste em cada usuário fazer parte da história de Dom Casmurro, escolhendo um trecho de suas escrituras, gravar e compartilhar no portal Mil Casmurros. Entre pessoas comuns, há atores da Globo que já fizeram seu vídeo, como Fernanda Monte Negro, Toni Ramos e Patrícia Pillar, que de jovem e pop não têm nada. Clique aqui para conferir o site.

A idéia é muito legal e, além da interatividade, divulga a minissérie. O único ponto onde penso que pecaram foi de não continuaram com a idéia jovial da minissérie, colocando atores múmias interagindo com os usuários. Se é pra ser jovem, metia-lhe um vídeo da Pitty, das NX Zero. Mas como os atores fizeram de graça, para veiculação com tempo indeterminado, nada disso foi feito. Fora esse ponto, muito bom, meus parabéns!